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A "Ilha" de Prosperidade: Por que Santa Catarina continua quebrando recordes imobiliários em 2026?

  • Larissa Andrade
  • 15 de jan.
  • 3 min de leitura

Enquanto o Brasil discute a Selic a 15% e a nova carga tributária, Santa Catarina parece viver em uma realidade paralela.


Acabamos de receber os dados consolidados do início de 2026 e o cenário é claro: o estado não apenas lidera a valorização nacional, como está se descolando da média brasileira. Cidades como Balneário Camboriú e Itapema já operam com o metro quadrado beirando os R$ 15.000, superando capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.

Mas, afinal, o que sustenta esse crescimento? É apenas uma bolha ou há fundamentos sólidos?


Neste artigo, dissecamos o "Fenômeno SC" e mostramos onde estão as próximas oportunidades de valorização explosiva para este ano.


O "Big 4" do Litoral: Números que Impressionam

O mercado catarinense é puxado por quatro gigantes que ditam o ritmo do estado. Veja os dados atualizados de preço médio (m²) no início de 2026:

  1. Balneário Camboriú: ~R$ 14.906 (Líder Nacional)

  2. Itapema: ~R$ 14.843 (Colada na liderança)

  3. Itajaí: ~R$ 12.848 (A força do porto e logística)

  4. Florianópolis: ~R$ 12.773 (A capital com maior valorização entre capitais)

Fonte: Dados de mercado (Jan/2026).


O que isso nos diz? O eixo litoral norte + capital se consolidou como um ativo de proteção patrimonial. Investidores do agronegócio (Centro-Oeste) e do mercado financeiro (São Paulo) estão migrando capital para cá em busca de segurança jurídica e física.


Por que SC não para de crescer? (Os 3 Pilares)

Não é só praia. O investidor profissional olha para três fatores que SC entrega como nenhum outro estado:


1. A "Flórida Brasileira" (Segurança e IDH)

Santa Catarina tem os menores índices de violência do país. Para famílias de grandes metrópoles, pagar mais caro por um imóvel aqui é, na verdade, comprar tranquilidade. Esse valor intangível blinda os preços contra crises econômicas nacionais.


2. Efeito "Alargamento" e Infraestrutura

O sucesso do alargamento da faixa de areia em Balneário Camboriú criou um efeito dominó. Outras cidades, como Jurerê (Florianópolis) e futuramente Porto Belo, seguem modelos similares de revitalização urbana. Além disso, o complexo portuário de Itajaí/Navegantes continua atraindo multinacionais, gerando empregos de alta renda que demandam moradia de alto padrão.


3. Escassez de Terrenos

Em cidades como Balneário e Itapema, a geografia limita a expansão. O mar de um lado, a BR-101 do outro. Com poucos terrenos disponíveis, a lei da oferta e demanda é implacável: o preço só tem uma direção — para cima.


Onde Investir em 2026? As "Apostas" fora do Radar

Se o "Big 4" já está consolidado e caro, onde está a oportunidade de dobrar o capital? O dinheiro inteligente está migrando para as cidades vizinhas, que absorvem a valorização por "transbordamento".


  • Porto Belo & Perequê: Recebem o público que acha Itapema "cheia demais". É o canteiro de obras mais aquecido do momento.

  • Barra Velha e Piçarras: O novo foco de quem busca "pé na areia" com preços mais acessíveis (ainda na casa dos R$ 7 mil a R$ 9 mil/m²).

  • Governador Celso Ramos: O cinturão de luxo entre Floripa e Balneário, focado em condomínios fechados e privacidade.


Ponto de Atenção: Mobilidade

Nem tudo são flores. O grande desafio de 2026 para o estado é a mobilidade urbana. Com o corte de verbas federais previsto para rodovias, o trânsito na BR-101 continua sendo o gargalo. Dica de Ouro: Ao investir, priorize imóveis que tenham fácil acesso a serviços (mercados, escolas, hospitais) a pé ou de bicicleta. A "cidade de 15 minutos" é o conceito que mais valoriza imóveis urbanos hoje em SC.



Conclusão

Investir em Santa Catarina em 2026 não é mais uma aposta, é uma estratégia de defesa de patrimônio. Enquanto o Brasil oscila, o mercado catarinense segue em sua própria órbita de crescimento.

Se você acha que "perdeu o bonde" de Balneário Camboriú, olhe para o lado. O próximo ciclo de valorização já começou nas cidades vizinhas.

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