O Novo Perfil do Investimento Rural em 2026
- Site OBI
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Em 2026, a tendência de "moradias flexíveis" e empreendimentos "verdes" consolidou-se em Santa Catarina. O comprador atual não busca apenas terra, mas sustentabilidade e conectividade. Propriedades que oferecem infraestrutura para smart living (automação e energia renovável) em meio à natureza têm tido valorização superior à média do mercado.
2. Principais Regiões e Suas Vocações
Santa Catarina possui uma geografia diversa que dita o uso da terra:
Serra Catarinense (Urubici, São Joaquim, Lages): É o polo do enoturismo e das cabanas de luxo. Imóveis aqui são altamente visados para locação por temporada (Airbnb) devido ao clima frio e paisagens de altitude.
Oeste e Meio-Oeste (Chapecó, Concórdia, Joaçaba): O coração do agronegócio. É onde se encontram as terras mais produtivas para grãos (soja e milho) e estruturas automatizadas para suinocultura e avicultura.
Vale do Itajaí e Entorno (Tijucas, Alfredo Wagner, Rancho Queimado): Regiões que funcionam como "refúgio" para quem vive no litoral ou em grandes centros. Ideais para sítios de lazer e chácaras familiares pela proximidade com a BR-101 e a capital.
Litoral Norte: Áreas rurais próximas a Itapema e Balneário Camboriú têm se tornado ativos de luxo, com potencial para condomínios rurais de alto padrão.
3. Valorização e Preços
De acordo com dados recentes da Epagri/Cepa e do mercado imobiliário, os preços variam drasticamente conforme a classe da terra:
Terras de Primeira (Mecanizáveis): Podem ultrapassar R$ 100.000 por hectare em regiões consolidadas.
Áreas de Lazer/Turismo: Em locais como Urubici ou Rancho Queimado, o valor muitas vezes é calculado pelo potencial turístico e beleza cênica, não apenas pela extensão da terra.
Tendência 2026: Áreas com nascentes próprias e mata nativa preservada (Reserva Legal) estão sendo precificadas com ágio, devido ao crescente mercado de créditos de carbono e valorização ambiental.
4. Cuidados Jurídicos e Documentação
Comprar um imóvel rural exige um rigor documental maior que o urbano. Os itens essenciais que você deve verificar são:
CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural): Emitido pelo Incra, comprova que a área está cadastrada.
ITR (Imposto Territorial Rural): É necessário apresentar os comprovantes de pagamento dos últimos 5 anos.
CAR (Cadastro Ambiental Rural): Registro eletrônico obrigatório para controle ambiental. Sem ele, você não consegue financiamentos agrícolas.
Georreferenciamento: A medição precisa da área via satélite, averbada na matrícula, para evitar litígios de divisa.
Dica de Ouro: Verifique sempre a FMP (Fração Mínima de Parcelamento). Em muitas regiões de SC, você não pode desmembrar um terreno em áreas menores que 2 ou 3 hectares, o que impede a criação de "mini-chácaras" legais se a área original for pequena.
Conclusão
Santa Catarina continua sendo um dos estados mais seguros e lucrativos para o investimento rural no Brasil. Seja para produzir, para empreender no turismo ou apenas para garantir um refúgio seguro, a diversidade do estado oferece opções para todos os bolsos e objetivos.

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