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O Novo Perfil do Investimento Rural em 2026

  • Foto do escritor: Site OBI
    Site OBI
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Em 2026, a tendência de "moradias flexíveis" e empreendimentos "verdes" consolidou-se em Santa Catarina. O comprador atual não busca apenas terra, mas sustentabilidade e conectividade. Propriedades que oferecem infraestrutura para smart living (automação e energia renovável) em meio à natureza têm tido valorização superior à média do mercado.

2. Principais Regiões e Suas Vocações

Santa Catarina possui uma geografia diversa que dita o uso da terra:

  • Serra Catarinense (Urubici, São Joaquim, Lages): É o polo do enoturismo e das cabanas de luxo. Imóveis aqui são altamente visados para locação por temporada (Airbnb) devido ao clima frio e paisagens de altitude.

  • Oeste e Meio-Oeste (Chapecó, Concórdia, Joaçaba): O coração do agronegócio. É onde se encontram as terras mais produtivas para grãos (soja e milho) e estruturas automatizadas para suinocultura e avicultura.

  • Vale do Itajaí e Entorno (Tijucas, Alfredo Wagner, Rancho Queimado): Regiões que funcionam como "refúgio" para quem vive no litoral ou em grandes centros. Ideais para sítios de lazer e chácaras familiares pela proximidade com a BR-101 e a capital.

  • Litoral Norte: Áreas rurais próximas a Itapema e Balneário Camboriú têm se tornado ativos de luxo, com potencial para condomínios rurais de alto padrão.

3. Valorização e Preços

De acordo com dados recentes da Epagri/Cepa e do mercado imobiliário, os preços variam drasticamente conforme a classe da terra:

  • Terras de Primeira (Mecanizáveis): Podem ultrapassar R$ 100.000 por hectare em regiões consolidadas.

  • Áreas de Lazer/Turismo: Em locais como Urubici ou Rancho Queimado, o valor muitas vezes é calculado pelo potencial turístico e beleza cênica, não apenas pela extensão da terra.

  • Tendência 2026: Áreas com nascentes próprias e mata nativa preservada (Reserva Legal) estão sendo precificadas com ágio, devido ao crescente mercado de créditos de carbono e valorização ambiental.

4. Cuidados Jurídicos e Documentação

Comprar um imóvel rural exige um rigor documental maior que o urbano. Os itens essenciais que você deve verificar são:

  1. CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural): Emitido pelo Incra, comprova que a área está cadastrada.

  2. ITR (Imposto Territorial Rural): É necessário apresentar os comprovantes de pagamento dos últimos 5 anos.

  3. CAR (Cadastro Ambiental Rural): Registro eletrônico obrigatório para controle ambiental. Sem ele, você não consegue financiamentos agrícolas.

  4. Georreferenciamento: A medição precisa da área via satélite, averbada na matrícula, para evitar litígios de divisa.

Dica de Ouro: Verifique sempre a FMP (Fração Mínima de Parcelamento). Em muitas regiões de SC, você não pode desmembrar um terreno em áreas menores que 2 ou 3 hectares, o que impede a criação de "mini-chácaras" legais se a área original for pequena.

Conclusão

Santa Catarina continua sendo um dos estados mais seguros e lucrativos para o investimento rural no Brasil. Seja para produzir, para empreender no turismo ou apenas para garantir um refúgio seguro, a diversidade do estado oferece opções para todos os bolsos e objetivos.

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