Brasil ganha primeiro observatório nacional voltado à inteligência de dados no mercado imobiliário
- Observatório Imobiliário Brasileiro
- 3 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: há 1 dia
Lançado oficialmente em fevereiro, o Observatório Imobiliário (OIB) nasce de uma parceria inédita entre o Sistema COFECI-CRECI e a UFSC para estruturar uma base nacional de dados reais de transações imobiliárias, com validação acadêmica e respeito à LGPD, com foco na redução da assimetria de informação, na qualificação das decisões econômicas e no fortalecimento da transparência, previsibilidade e profissionalização do mercado imobiliário brasileiro.

O Brasil passa a contar com uma nova estrutura nacional voltada à produção de inteligência sobre o mercado imobiliário. Lançado oficialmente em fevereiro, em Florianópolis, o Observatório Imobiliário (OIB) nasce com a proposta de transformar dados de transações reais em informação qualificada para orientar decisões de compradores, vendedores, investidores, instituições financeiras e formuladores de políticas públicas.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Sistema COFECI-CRECI que reúne cerca de 700 mil corretores de imóveis em todo o país, e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE). O projeto busca enfrentar uma das principais fragilidades históricas do setor: a ausência de dados consolidados e auditados sobre o comportamento real do mercado imobiliário brasileiro.
“O mercado imobiliário brasileiro amadureceu e passou a exigir mais precisão. O Observatório não nasce para competir com indicadores existentes, mas para somar. Ele acrescenta a dimensão do dado real, do fechamento, que é fundamental para decisões mais seguras”, afirma João Teodoro, presidente do Sistema COFECI-CRECI.
O lançamento ocorreu durante um workshop que reuniu representantes de dez conselhos regionais de corretores de imóveis (CRECI) e marcou o início da fase operacional do projeto. A plataforma completa do Observatório Imobiliário Brasileiro será apresentada ao público no final do ano.
Segundo Celso Raimundo, diretor do Sistema COFECI-CRECI e do OIB, a iniciativa vai além da produção de indicadores. “Trata-se de criar uma infraestrutura permanente de dados para o setor. Informação qualificada reduz assimetrias, melhora o ambiente de negócios e fortalece a segurança jurídica das transações”, diz.
A validação metodológica fica sob responsabilidade da UFSC. Marcelino Hirofumi Ito, superintendente da FEPESE, explica que o projeto opera com princípios rigorosos de governança, anonimização irreversível dos dados e filtros estatísticos para eliminar distorções. “Não lidamos com pessoas ou empresas individualmente. Trabalhamos com estatísticas agregadas, auditáveis e em total conformidade com a LGPD”, afirma.
De acordo com os responsáveis, o observatório não terá caráter fiscalizatório nem será utilizado para monitorar honorários ou práticas individuais. O foco é a produção de inteligência de mercado com base científica, capaz de apoiar decisões econômicas em um setor que movimenta uma parcela relevante do PIB nacional.
“A criação de um observatório com alcance nacional representa um avanço estrutural para o mercado imobiliário brasileiro, que historicamente convive com grande heterogeneidade regional e baixa padronização de informações. Em um cenário de maior seletividade de crédito, decisões mais fundamentadas passam a ser essenciais, e a inteligência de dados contribui para um ambiente mais transparente, previsível e profissional”, afirma Celso Raimundo.
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