Brasil lidera Branded Residences na América do Sul e segmenta o alto padrão
- Observatório Imobiliário Brasileiro
- há 4 dias
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Atualizado: há 1 dia
O Brasil é líder em Branded Residences na América do Sul. Segundo dados da Savills Research e da Knight Frank (Global Wealth Report 2025/2026), o país já figura entre os cinco maiores mercados globais para este segmento e compete com potências como Dubai e Miami. Mas o que está por trás dessa "corrida do ouro" por selos de luxo? A resposta reside em uma mudança na psicologia do consumo e na fragmentação do perfil do comprador de elite.

Por que o Brasil lidera?
O fenômeno das residências de marca oferece algo que o luxo genérico não consegue entregar: confiança institucional que reflete em valorização. No mercado brasileiro, onde o investidor busca segurança patrimonial, um imóvel "assinado" por uma grife de alta costura ou design automotivo alcança uma valorização que pode chegar a 40% sobre a média do mercado, além de garantir uma liquidez superior no mercado de revenda.
As segmentações do luxo
O mercado de luxo em 2026, como observa o Sistema COFECI-CRECI em sua visão federativa, o corretor agora precisa transitar entre perfis de compradores distintos, cada um com motivações e desejos específicos:
1. O entusiasta do "Global Lifestyle" (Comprador de Branded Residences)
Este é o comprador que busca a chancela de marcas mundiais
• Perfil: Empresários e investidores que viajam o mundo e buscam a conveniência de um "hotel seis estrelas" em casa e a referência de uma marca admirada como garantia de valorização.
• O que busca: Status, tecnologia de ponta e a certeza de que seu imóvel será reconhecido como um ativo de luxo em qualquer lugar do planeta. Para ele, a marca é o selo de garantia de que cada detalhe foi curado por especialistas globais.
2. "Autoralidade" (Quiet Luxury)
Este perfil rejeita as logomarcas evidentes e busca o luxo silencioso e a exclusividade absoluta.
• Perfil: Intelectuais, grandes fortunas tradicionais e entusiastas da arte.
• O que busca: Projetos autorais e inovadores, onde a arquitetura é uma obra de arte. Ele prefere uma mansão integrada à natureza ou um refúgio exclusivo, e prioriza a privacidade e o design sob medida (customizado).
3. Brasilidade contemporânea
Uma tendência crescente identificada em diversas regiões do país que valoriza o DNA nacional.
• Perfil: Um público que entende que o Brasil é hoje um dos maiores exportadores de estética e materiais nobres (como pedras exóticas e madeiras certificadas).
• O que busca: Design biofílico, móveis de marcas e designers brasileiros icônicos e projetos que exaltam a cultura e as matérias-primas locais. É o luxo que tem "alma".
A visão federativa: O corretor como estrategista
O Sistema COFECI-CRECI destaca que o corretor se tornou um antropólogo do consumo. O mercado é federativo e as oportunidades variam por região.
A oportunidade:
O corretor "antenado" identifica se o cliente quer a segurança de uma marca global, a singularidade de um projeto autoral ou a identidade da marca Brasil. Entender essas segmentações é a chave para fechar negócios de alto ticket e se posicionar como um consultor de confiança na liderança desse mercado que não para de crescer.
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