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O Brasil está envelhecendo. Onde estão os imóveis para esse público?

  • Foto do escritor: Observatório Imobiliário Brasileiro
    Observatório Imobiliário Brasileiro
  • 31 de mar.
  • 2 min de leitura

O Sistema COFECI-CRECI aponta o Senior Living (moradia voltada à terceira idade) como um nicho de alto potencial de retorno para o ciclo econômico de 2026. Dirigentes destacam o rápido envelhecimento populacional brasileiro com a escassez de oferta especializada e projetam uma valorização acima da média para empreendimentos que abandonem o modelo de “casa de idosos" e adotem conceitos de Active Adult Communities (comunidades para idosos ativos), seguindo a tendência que já movimenta bilhões nos mercados norte-americano e europeu.



O presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, Sistema COFECI-CRECI, João Teodoro, classifica o atual momento como uma "virada de chave demográfica" que penalizará carteiras de investimento presas a tipologias ultrapassadas. "Estamos diante de um descompasso estrutural. Enquanto o IBGE confirma que a população 60+ superou a faixa de 15 a 24 anos pela primeira vez na história, o mercado continua entregando prédios pensados para famílias dos anos 90. O investidor que se posicionar agora no Senior Living e o corretor que ampliar a sua carteira para esse nicho poderão aproveitar uma onda de demanda reprimida que durará décadas", afirma Teodoro.


Consultorias de grande porte, como a global Knight Frank, apontam em seus estudos para 2025/2026 que investidores institucionais estão dobrando a exposição a este setor.


Esses relatórios indicam que o valor de mercado deste segmento deve saltar de US$ 325 bilhões para quase US$ 340 bilhões já em 2026, impulsionado pela busca por qualidade de vida e tecnologias de "envelhecimento no local" como o uso da inteligência artificial e a aplicação de sistemas inteligentes e adaptação na infraestrutura de moradia para atender esse público. 


"Não basta construir um prédio com barras de apoio. A Big Data nos mostrará onde estão os idosos com alta renda que buscam serviços como os de concierge de saúde e socialização, não apenas um teto. A rentabilidade também virá da operação e da taxa de serviço agregada ao imóvel", explica Celso Raimundo, diretor do Observatório Imobiliário Brasileiro, as "zonas quentes" dessa demanda no Brasil. 


Ele orienta corretores e incorporadoras a focarem em regiões com infraestrutura médica consolidada e apresentarem produtos que ofereçam autonomia, e não isolamento. Além disso, a expectativa é que fundos imobiliários dedicados exclusivamente a este nicho também cresçam na captação de recursos.


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