Reforma Tributária muda eixo logístico e acelera locação de galpões próximos a capitais
- Observatório Imobiliário Brasileiro
- há 4 dias
- 2 min de leitura
Atualizado: há 1 dia
Nova regra tributária reduz vantagem logística de regiões periféricas, pressiona ocupação em áreas próximas aos grandes centros e intensifica a disputa por galpões bem localizados, em um cenário de vacância baixa, alta de aluguéis e reconfiguração dos fluxos de distribuição no país.

O estoque de condomínios logísticos no Brasil alcançou 43,7 milhões de metros quadrados em 2025, um avanço de 8% ante o ano anterior. A taxa de vacância fechou em 7,3%, impulsionada por operadoras logísticas e e-commerce, que respondem por dois terços das locações.
A transição da cobrança de impostos da origem para o destino elimina a vantagem de manter centros de distribuição afastados. O ganho tributário deixa de compensar os custos elevados de transporte. As empresas recalculam operações e iniciam uma disputa por polos colados aos principais eixos de consumo para reduzir despesas de frete.
A lógica de localização torna-se estritamente técnica, baseada na eficiência operacional e no custo total. "A combinação de vacância historicamente baixa e crescimento dos aluguéis acima da inflação coloca o setor no centro das estratégias", afirma João Teodoro, presidente do Sistema COFECI-CRECI.
Por outro lado, João Teodoro explica que a baixa disponibilidade de áreas nas regiões metropolitanas e portuárias cria um efeito cascata no mercado imobiliário. Sem espaço nos grandes centros, operadores logísticos e varejistas tendem a transferir a demanda para regiões secundárias. Outro fator de decisão passa a ser a infraestrutura de alto padrão, exigida para garantir a segurança e a tecnologia de grandes volumes de carga.
“O corretor que mapear esses novos eixos de condomínios tecnológicos sairá na frente na captação de grandes locatários”, finaliza.
Para acompanhar as principais notícias do setor do RADAR OIB, cadastre-se aqui no site o Boletim mensal.

.png)
.png)

.png)