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Selic cai para 14,5%, mas saída de R$ 31,97 bi da poupança expõe gargalo do crédito imobiliário

  • Foto do escritor: Observatório Imobiliário Brasileiro
    Observatório Imobiliário Brasileiro
  • 6 de mai.
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

Financiamentos via SBPE chegaram a R$ 18,5 bilhões em março, melhor resultado mensal em cinco anos. Apesar da reação, a principal fonte tradicional de funding do setor segue pressionada, o que mostra que a queda dos juros não se traduz automaticamente em crédito mais barato ou mais amplo para o comprador.



A redução da Selic para 14,5% ao ano reacendeu a expectativa de melhora nas condições de financiamento imobiliário, mas os dados mais recentes do setor mostram que o crédito ainda enfrenta uma restrição estrutural. Em março, os financiamentos com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) chegaram a R$ 18,5 bilhões, alta de 56,9% em relação a fevereiro e de 53,9% frente ao mesmo mês de 2025, segundo a ABECIP. No mesmo período, porém, a captação líquida da poupança SBPE ficou negativa em R$ 9,1 bilhões e acumulou saída de R$ 31,97 bilhões no primeiro trimestre.


O contraste ajuda a explicar por que a queda da taxa básica de juros, sozinha, não resolve o financiamento habitacional. A Selic influencia o custo do dinheiro na economia, mas as taxas cobradas no crédito imobiliário também dependem da disponibilidade de recursos para emprestar, do custo de captação dos bancos, do prazo das operações, da avaliação de risco e da capacidade de pagamento das famílias. 


A pressão ocorre depois de um ano recorde para o mercado imobiliário. Segundo a CBIC, o Brasil lançou 453.005 unidades em 2025, alta de 10,6%, com Valor Geral de Lançamento (VGL) de R$ 292,3 bilhões. As vendas chegaram a 426,2 mil unidades, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 264,2 bilhões. O desempenho mostrou resiliência em um período de juros altos, mas também elevou a necessidade de leitura mais precisa sobre renda, crédito, estoque e velocidade de absorção em cada mercado.


“Estamos entrando em uma fase mais seletiva do mercado imobiliário. A queda da Selic ajuda, mas ela não produz o mesmo efeito em todas as regiões. Mercados com demanda consistente, renda compatível, menor estoque e boa velocidade de vendas tendem a reagir primeiro. Já praças com excesso de oferta, produtos desalinhados ao poder de compra local ou maior dependência de crédito podem ter uma retomada mais lenta. O ponto central não está apenas na queda dos juros, mas na combinação entre avanço do financiamento e pressão sobre a poupança. O crédito voltou a crescer, mas a fonte de recursos que sustenta essa expansão ainda exige atenção”, afirma Celso Pereira Raimundo, diretor-geral do OIB e diretor do Sistema COFECI-CRECI. 


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