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O choque de juros globais e a reengenharia do créditoimobiliário

  • Foto do escritor: Observatório Imobiliário Brasileiro
    Observatório Imobiliário Brasileiro
  • 13 de abr.
  • 2 min de leitura

Por Celso Pereira Raimundo, diretor geral do OIB e diretor do Sistema Cofeci-Creci



O desalinhamento das taxas de juros globais neste mês dita o novo ritmo de capitalização do mercado imobiliário brasileiro. O Federal Reserve (Fed) norte-americano mantém a taxa básica estabilizada na faixa de 3,64%. Em contrapartida, o Brasil opera com a taxa Selic no patamar de 15% ao ano e suas projeções têm variado. A disparidade macroeconômica afeta o volume de crédito e a origem dos recursos para financiamentos habitacionais no país.


A rentabilidade da renda fixa interna enxuga a liquidez da caderneta de poupança e reduz o volume do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Como resposta técnica, o governo federal liberou 5% do compulsório da poupança e injetou R$ 35 bilhões no sistema financeiro para sustentar a projeção de 10% de crescimento em 2026. O teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) também sofreu atualização técnica para R$ 2,25 milhões, destravando o uso do FGTS para a classe média.


No cruzamento de dados de mercado, o segmento de alto padrão ignora o custo do crédito e registra expansão de 20%. Investidores locais e fundos estrangeiros utilizam a compra de de imóveis e galpões logísticos como margem de segurança contra a volatilidade do câmbio e a inflação projetada para o biênio. A habitação popular, estruturada por subsídios, mantém a liderança em volume de lançamentos com a meta de 600 mil unidades.


Para o corretor de imóveis, o cenário pede acompanhamento de mercado constante. O profissional perde vendas se limitar a argumentação à localização ou ao acabamento da obra. A conversão de contratos depende de conhecimento. A venda acontece na estruturação da engenharia financeira, mapeando consórcios, crédito direto com a construtora ou portabilidade bancária, por exemplo.


O painel de monitoramento do Observatório Imobiliário Brasileiro está avançando com base na tecnologia e nas pesquisas em desenvolvimento pela FEPESE/ UFSC. O sistema acompanhará uma série de informações e trará aos corretores e imobiliárias do Sistema COFECI-CRECI dados já estruturados e fundamentais aos negócios e ao desenvolvimento do país. A plataforma de BIG DATA será lançada no final deste ano.


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